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Nome: Tiago Antão
Idade: 22
Cidade: Amadora
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Gosto de: De estar com amigos, de ouvir música, de andar pela Internet, do meu Sporting, de política e do CDS-PP, enfim de muita coisa!

 

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    Tal como à lebre segue o caçador, Por montes e vales, ao frio e ao calor E mal a vê presa mais não lhe liga, Só o passo estuga desde que a persiga Ariosto, 'Orlando Furioso'

    11 junho, 2005

    Amor como Depravação do Nervo Óptico.

    Entendem cordatos fisiologistas que o amor, em certos casos, é uma depravação do nervo óptico. A imagem objectiva, que fere o órgão visual no estado patológico, adquire atributos fictícios. A alma recebe a impressão quimérica tal como sensório lha transmite, e com ela se identifica a ponto de revesti-la de qualidades e excelências que a mais esmerada natureza denega às suas criaturas dilectas. Os certos casos em que acima se modifica a generalidade da definição vêm a ser aqueles em que o bom senso não pode atinar com o porquê dalgumas simpatias esquisitas, extravagantes e estúpidas que nos enchem de espanto, quando nos não fazem estoirar de inveja.
    E tanto mais se prova a referida depravação do nervo que preside às funções da vista quanto a alma da pessoa enferma, vítima de sua ilusão, nos parece propensa ao belo, talhada para o sublime e opulentada de dons e méritos que o mais digno homem requestaria com orgulho.

    Camilo Castelo Branco, In "Coração, Cabeça e Estômago"

    10 junho, 2005

    Linda.


    Linda
    Só você me fascina
    Te desejo, muito além do prazer
    Vista meu futuro em teu corpo
    E me ama como eu amo você
    Vem fazer diferente
    O que mais ninguém faz
    Faz parte de mim
    Me inventa outra vez
    Vem conquistar meu mundo
    Dividir o que é seu
    Mil beijos de amor
    Em muitos lençóis
    Só eu e você
    Linda
    Conte a mim teu segredo
    Pro meu sonho
    Diga quem é você
    Livre
    Nunca mais tenha medo
    Pois quem ama tudo pode vencer
    Posted by Hello

    07 junho, 2005

    Carta a D. Sebastião.

    D. Sebastião, rei de Portugal

    Louco, sim, louco, porque quis grandeza
    Qual a Sorte a não dá.
    Não coube em mim minha certeza;
    Por isso onde o areal está
    Ficou meu ser que houve, não o que há.

    Minha loucura, outros que me a tomem
    Com o que nela ia.
    Sem a loucura que é o homem
    Mais que a besta sadia,
    Cadáver adiado que procria?

    FERNANDO PESSOA, Mensagem


    A El Rey D. Sebastião.

    Saberá V. Ex.ca que desde a batalha de Alcácer-Quibir a 4 de Agosto de 1578, todos por terras Lusas choraram o seu desaparecimento. Muito se tem dito de V. Majestade. Imagine, diz-se até que estará morto! No entanto, a maior parte da população tem plena consciência que vossa alteza aparecerá numa manhã de nevoeiro - (cada vez mais difícil dado o calor) – e irá salvar de novo a pátria, profundamente afundada numa guerra quase perdida.

    Ora decido escrever esta carta para lhe comunicar a imensa necessidade de que regresse ao Trono de Portugal, hoje já sem colónias, e assim consumar o pedido de grande parte de seus súbditos.

    Se há momento em que precisamos de ser salvos será certamente este. Senão repare, a riqueza que o nosso país produz é cada vez menor, no entanto queremos continuar a viver à grande, gastando o que temos e o que não temos, esquecendo-nos que já não vêm remessas das Índias. O ouro e as especiarias vêm hoje de Bruxelas em forma de fundos comunitários, mas que neste modelo servem mais para sustentar vícios do que para fazer crescer o país, bem sei que sempre se sustentaram vícios, porém outrora, os vícios eram públicos, e temos ainda legado de importantes monumentos como a Torre de Belém, e obras afins. Hoje os vícios são privados e são alimentados com a compra de carros de alta cilindrada, o que não seria totalmente mau, não fosse o facto de os carros serem comprados na Alemanha, e por isso, o imposto não entrar nos cofres nacionais.

    Imagine Vossa Excelência que hoje a Europa é uma comunidade de estados, em que os mais ricos contribuem para os mais pobres, e subsidiam, estradas, aeroportos, pontes e abates de barcos de pesca. Nesta União, multam-se os que da lavoura produzem em excesso, porque há um limite para a produção. É claro que estará a pensar que isso aumenta o desemprego, mas não se esqueça que as obras públicas alimentam o trabalho, precário e sem direitos é certo, mas como todos podemos circular livremente deste espaço, os imigrantes podem trabalhar por nós, e assim não temos que nos preocupar.

    Veja então temos um país de desempregados, mas com estradas novas, e bons carros, e como vivemos com o que temos e com o que não temos, estamos bem, ainda que o defcit esteja alto por causa disso. Mas normalmente quando essa comunidade europeia nos chateia muito, aumentamos os impostos.

    Realmente sobra o problema com a educação dos portugueses, mas como nós acreditamos em mitos, esperemos que surja o Quinto Império, e aí possamos dedicar-nos à cultura.

    Bem o retrato, mais ou menos possível nestas breves linhas sugere que precisamos rapidamente de ajuda. Contamos consigo, aguardo pelo nevoeiro.


    Atentamente
    Tiago Antão

    Las Vagas.

    E é tão grande macroonda
    Vista dali da marina
    Cheia de tudo ambição
    a inundar de ouro a mina

    Roleta Russa aceita apostas
    Falsos fiéis das balanças
    "é quem fortuna tudo são
    mudanças"
    -perdes todos de quem gostas!

    E eu serei a gorda
    Tu serás a magra serei a sorte
    E tu a cabra cega
    E eu quem peca
    mas seras quem paga
    quem pesca um peixe fora d'água
    Serás a Eva e eu serei a parra
    Sereia gorda e tu a fava
    Serei a erva e tu agarra
    A cobra dobra fora de água

    Eu serei a gorda tu serás a magra
    A sorte porca e tu a paga
    Serei quem peca mas serás quem paga
    A vaca louca e magra
    Onde a nave voga não havia vaga
    Farás de foca e eu de faca
    Estarás de lycra e eu de tanga
    Um peixe fora de água

    06 junho, 2005

    Efectivamente.

    Adoro o campo, as árvores, as flores
    jarros e perpétuos amores
    que fiquem perto da esplanada de um bar
    com os pássaros estúpidos a esvoaçar

    adoro as pulgas dos cães
    todos os bichos do mato
    o riso das crianças dos outros
    cágados de pernas para o ar

    efectivamente escuto as conversas
    importantes ou ambíguas
    aparentemente sem moralizar

    adoro as pegas e os pederastas que passam
    (finjo nem reparar)
    na atitude tão clara e tão óbvia de quem anda a engatar
    adoro esses ratos de esgoto
    que disfarçam ao dealar
    como se fossem mafiosos convictos habituados a controlar

    efectivamente gosto de aparências
    imponentes ou equívocas
    aparentemente sem moralizar

    05 junho, 2005

    Boa publicidade.


    A Absolut Vodka dá cartas em matéria de publicidade, com campanhas sempre bastante originais. Merce toda a atenção e destaque pelas boas prácticas. Posted by Hello