Todas as acções humanas têm uma motivação subjacente, isto é sabido. Qualquer acção tem uma motivação, e a motivação e a acção têm muitas vezes por fim a obtenção de uma recompensa por essa mesma acção. Assim acabamos invariavelmente a agir consoante a melhor recompensa que possamos obter a curto, médio ou longo prazo.
Toda a questão está centrada em saber qual é a acção certa, que realize a nossa motivação e da qual surja a recompensa desejada. Por vezes agimos tendo por base a melhor das motivações e a recompensa não surge, e repetimos “as boas acções” e nada. Nessa altura o que fazemos? Se todos os manuais de instruções escritos pelo bom senso nos dizem que se fizermos a acção X teremos a recompensa Y, mas a recompensa Y simplesmente não surge... Isto leva-me a concluir simplesmente que mais do que fazer a acção correcta, tudo depende de quem a realiza, a recompensa depende muito mais do sujeito do que da acção em si. Haverá esperança para quem não tem jeito para realizar as acções certas? (...)
Tiago Antão
Para não variar estou sem e-mail. Eu e a net não nos entendmos mesmo:(Aceito sugestões quanto a um servidor...
Não quero imitar
Deus ou coisa assim
Só quero encontrar
O que é melhor em mim
Ser mais do que alguém
Que sai num jornal
Mais do que um rosto num comercial
E não é fácil,
Viver Assim
Se eu quizer chorar
Não ter que fingir
Sei que posso errar
E é humano se ferir
Parece absurdo
Mas tente aceitar
Que os heróis também
Podem sonhar
Posso estar confuso
Mas vou me lembrar
Que os heróis também podem sangrar
E não é fácil
Viver assim
Seja como for agora eu sei
Que o meu papel
Não é ser herói no céu
É na terra que eu vou viver
Eu não sei voar
Isso é ilusão
Ninguém pode andar
Com os pés fora do chão
Sou só mais alguém querendo encontrar
A minha própria estrada pra trilhar
Apenas alguém, querendo encontrar
A minha própria forma de amar
E não é fácil
Viver assim.
(Clica na foto para ampliar)
Aproveito para me redimir por ter perdido a pasta do Pedro Matos Gomes...
O que será de um Homem sem a sua Pasta! 
Comemora-se hoje o XXXI aniversário do 25 de Abril de 1974. Comemora-se o dia da liberdade, o dia a partir do qual todos passamos a viver num regime em que a liberdade de expressão ganhou um novo fôlego. Mas é importante não confundirmos liberdade com libertinagem, e essa confusão infelizmente aconteceu. Foram tempos conturbados, nacionalizaram-se empresas, mataram-se pessoas, grupos terroristas actuaram impunemente, portugueses perderam tudo o que tinham construído durante uma vida numa descolonização mal feita, enfim uma série de erros em parte corrigidos plo 25 de Novembro.
Hoje penso ser necessário um novo 25 de novembro que reponha o equilíbrio. Que combata o politicamente correcto vigente na nossa sociedade em que quem defenda a preservação da autoridade do estado é fascista, quem defenda o desarmamento das polícias é pelos direitos humanos, que defende a vida é dogmático e antidemocrático, e que só podem falar os que têm filhos e alegadamente defendem as mulheres. É preciso um novo 25 de Novembro que nos liberte da esquerda dominante dos jornais, do quotidiano que à custa de tanto se repetir se multiplica e se torna normal.
Pensar diferente é cada vez mais difícil, mas vale a pena tentar.
Acabou o XX Congresso do CDS/PP, depois de dois dias intervalados apenas por cerca de duas horas de sono, várias reuniões, muitas horas de intervenções e trabalhos afins, cheguei a casa com o sentimento de dever cumprido. Participei com o meu modesto contributo na vida activa do meu partido.
Subscrevi uma moção, apoiámos um candidato e um rumo que, como tinha aqui dito não era o mais fácil, nem era o favorito, não era aquele onde os interesses instalados se reviam, mas numa espectacular prestação acabou por vingar no Congresso e este decidiu eleger o Dr. Ribeiro e Castro como era nossa pretensão.
Posso até admitir que não é um líder perfeito, e que não tem a melhor das equipas, mas incorpora com toda a certeza o espírito dos que não entendem que prestar um serviço ao partido é um sacrifício, e dos que não acham que a melhor forma de revitalizar o partido é deixar tudo na mesma, deixando permanecer por exemplo delegados distritais por uma série de anos sem fazerem nada por essas estruturas. Foi esse o espirito derrotado.
Digo porém que caso tivesse sido outra a escolha, estaria igualmente pronto para colaborar com o partido naquilo que fosse necessário, porque ao contrário de outros, não penso que o partido só faz sentido se estiverem lá as pessoas que nós apoiamos, e não penso tão pouco que para fazer algo por este partido tenha de esperar dois meses para pensar. Quando se trata do partido, a posição só pode ser uma; agir, e agir logo!
Há que agora partir com este desafio levá-lo o mais longe possível e lutar sem hesitação por aquilo que acreditamos. Lutar sim, mas a partir de amanhã, porque agora se não se importam vou dormir porque estou exausto.